Outubro de 2015
A VOZ DA ANAPAR

Em setembro, o ICSS formalizou convênio de cooperação técnica com a Anapar (Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão). A parceria nasce do entendimento mútuo sobre a necessidade de fomento aos programas de educação continuada.

Por meio do convênio, o ICSS avaliará e poderá reconhecer antecipadamente os cursos ministrados pela Anapar, atribuindo a eles créditos para a recertificação por meio do PEC.

A interação do Instituto com uma entidade representante dos participantes traduz a preocupação de ambas as lideranças com a qualificação e educação de todos os que atuam no Sistema, inclusive aquele que será seu principal beneficiário.

Cláudia Muinhos Ricaldoni, presidente da Anapar, compartilha a sua visão sobre o tema neste bate-papo.

INFORME ICSS: O que motivou a Anapar a buscar o convênio com o ICSS?
Cláudia Muinhos Ricaldoni: Nossa grande questão com a certificação era a forma como era colocada. Uma certificação prévia, restritiva, e uma forma de impedir as legítimas lideranças dos participantes de terem acesso aos cargos eletivos. Isso está resolvido com a Resolução CNPC nº 19. A partir disso, como a certificação não é mais cláusula de barreira e a maior parte das demandas da Anapar foram atendidas, nos sentimos confortáveis em começar esse caminho da certificação. Sempre vamos buscar uma melhor qualificação, repensar esse processo de certificação a nível de Sistema. Acho que avançamos muito, mas ainda está muito aquém do que precisamos.

Como você avalia a parceria com o ICSS?
A parceria com o ICSS nos ajuda. Ao mesmo tempo, vamos também dar trabalho para o Instituto. Porque a gente quer discutir, tentar ajudar e melhorar o que for possível nesse processo.

Você tem destacado que o participante quer ter papel mais ativo. Ele quer fazer parte da tomada de decisão nas entidades e não apenas estar em uma relação de consumo. Como você observa essa questão no contexto da educação continuada? Uma vez que isso passa tanto pela qualificação do dirigente, como também do próprio participante que deseja se ver representado nos conselhos das entidades?
Esse processo de educação vai além do dirigente. As pessoas têm que entender que esse Sistema pertence a elas. Para isso, você precisa de informação, transparência e empoderamento dos atores do Sistema. No Congresso dos Fundos de Pensão, eu fiz uma pergunta muito séria: “Quem vai defender esse Sistema? Para quem que ele é importante? ” - Ele é importante fundamentalmente para os participantes.

Então, ou o Sistema incorpora o participante como ator – e não como objeto, para quem se faz algo – ou o Sistema estará fadado ao insucesso. E a educação vem fundamentalmente para isso: para empoderar o participante, para que ele possa defender o Sistema e, eventualmente, não fazer alguma bobagem também, né? (risos)

Por outro lado, um dirigente melhor qualificado também poderá atuar em prol dos interesses do participante.
Acho que está nas duas pontas. O dirigente tem que ser qualificado, mas uma qualificação mais específica, mais profunda para o dia a dia. E o participante, por sua vez, tem que entender como funciona: o que ele está comprando e para que ele está comprando. Às vezes escutamos o participante dizer: “não vou pagar déficit porque não tenho nada a ver com isso”. Como não tem?! O plano é dele! Agora porque que ele diz que não tem nada a ver com isso? Porque nunca explicaram para ele que ele é o ator principal.

 

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Ano I – número 12 – Outubro Jornalista Responsável: Débora Soares
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